Instagram ou Google: a pergunta errada que faz a sua empresa perder venda

Toda semana alguém me faz a mesma pergunta: pra minha empresa, é melhor investir no Google ou no Instagram?

A pergunta parece fazer sentido, mas já começa errada. Escolher um dos dois é o jeito mais rápido de deixar dinheiro na mesa.

Os dois resolvem problemas diferentes, e é quando trabalham juntos, com um processo por trás, que viram máquina de captar cliente.

O GOOGLE CAPTA QUEM JÁ ESTÁ PROCURANDO

Na rede de pesquisa, você capta uma demanda que já existe. A pessoa pega o celular e digita “escola de natação perto de mim” ou “quanto custa aula de tênis no meu bairro”. Ela já decidiu que quer resolver aquilo, e o seu anúncio aparece bem na hora.

É o cenário mais fácil de vender, porque você não precisa convencer ninguém de que tem um problema.

Mas tem um detalhe que muda tudo: a palavra-chave. Existe a palavra de curiosidade, como “natação”, e a palavra de intenção, como “escola de natação infantil na zona sul”.

É na palavra de quem quer comprar que a campanha precisa focar. E tão importante quanto dizer pra quem aparecer é dizer pra quem não aparecer. Negativar buscas como “curso grátis” ou “vaga de emprego” evita que cada clique vire dinheiro saindo sem chance de virar cliente.

Para empresa de serviço ainda tem a região. O seu cliente real vive num raio de poucos quilômetros. Não adianta aparecer pra cidade inteira. E quando o clique acontece, ele precisa cair num lugar que continua a conversa, com alguém pronto pra atender rápido. Se demora, você pagou pelo clique e perdeu a venda.

O INSTAGRAM DESPERTA O INTERESSE

No Instagram, a lógica vira do avesso. Você não espera a pessoa procurar, você vai até ela. Coloca o criativo certo na frente do público certo, dentro da sua região, e desperta um interesse que ainda não existia.

A pessoa estava rolando o feed sem pensar em academia nenhuma, vê o seu conteúdo, se identifica e começa a considerar. Fazer tráfego de verdade começa muito antes de apertar o botão de impulsionar.

Começa por entender o seu cliente ideal e por acertar três coisas: o criativo, que precisa falar com a dor logo nos primeiros segundos; a segmentação, que mostra o anúncio pra quem interessa; e os públicos personalizados, onde está o ouro e quase ninguém usa direito.

Dá pra impactar quem já te conhece, quem assistiu seus vídeos, quem visitou o seu site, quem já é da sua base. E dá pra pedir pro Instagram encontrar gente parecida com os seus melhores clientes, que costuma converter mais barato porque já existe afinidade.

O NÚMERO QUE IMPORTA ESTÁ NO CRM

Aqui mora o erro mais comum. Muita gente mede anúncio por curtida, alcance ou clique. Curtida não paga conta, alcance não fecha matrícula.

O número que importa não é o que a plataforma de anúncio te mostra, é o que aparece quando o anúncio conversa com o seu CRM: quanto custou cada lead, quanto custou cada venda e quanto voltou pra cada real investido.

A plataforma sempre vai querer levar o crédito da venda. Mas só o seu CRM sabe a história inteira, que aquele cliente entrou pelo Instagram, não fechou na hora, depois pesquisou no Google e fechou quinze dias depois.

Sem isso, você fica no achismo, corta a campanha errada e mantém a que só parecia boa.

OS DOIS JUNTOS VIRAM MÁQUINA

No melhor cenário, a resposta nunca foi Google ou Instagram. São os dois atuando juntos, um alimentando o outro.

O Instagram desperta o interesse e enche a sua base de gente que passou a te conhecer. O Google captura essa mesma gente na hora exata em que ela decide procurar.



Quem engajou no Instagram vira público pra reimpactar, e quem clicou no Google e não fechou volta a te ver no feed, agora já te reconhecendo.

Um abre a porta, o outro fecha, e os dois ficam girando, com o seu CRM no meio mostrando o que realmente trouxe cliente e o que só gastou. É assim que o anúncio para de ser achismo e vira máquina de vendas.

O anúncio traz a oportunidade. Quem transforma em venda é o processo.

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